Vale a pena pegar empréstimo para abrir uma empresa?

Finanças
Publicada em 13/09/2019 - Fonte: Serasa Empreendedor
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O que deve ser considerado ao decidir se vale ou não a pena pegar empréstimo para abrir uma empresa? É bem comum que o empresário iniciante se faça essa pergunta antes de dar o primeiro passo nessa caminhada. Você também já se pegou pensando nisso?

Não tem como escapar: sem recursos próprios, o apoio financeiro se torna decisivo para fazer o projeto finalmente sair do papel. Por isso, é preciso saber quais são as condições que devem ser consideradas antes mesmo de recorrer a qualquer recurso externo.

Neste post, vamos apresentar as principais questões que devem ser analisadas ao recorrer a um empréstimo para empresas. Essa é realmente a melhor opção para você? Fique conosco e descubra!

Comece pelo planejamento

Antes de pegar empréstimo para abrir uma empresa, é fundamental dar muita atenção à fase de planejamento. Estabelecer o objetivo do negócio e a forma como se pretende chegar lá, permite ao empresário analisar os riscos e elaborar uma estratégia adequada para aplicar os recursos e conquistar o mercado.

Nesse sentido, criar um plano de negócios é um passo crucial para a organização da empresa. Essa importante ferramenta de gestão indicará os rumos que o empreendimento deve tomar e em quais áreas o aporte financeiro precisará ser alocado. Além disso, ele serve como um mapa, que norteará a empresa em todas as suas decisões futuras.

Vá com calma

Um erro bastante comum que empresários inexperientes tendem a cometer é tentar dar um passo maior que a própria perna. É o caso de quem obtém um empréstimo, por exemplo, mas aplica o dinheiro em áreas que ainda não são de amplo conhecimento da empresa ou que não são sua prioridade.

Pensando nisso, o ideal é se conter, começando pequeno, com uma estrutura enxuta e sempre de olho no controle dos gastos. Como é muito normal cometer erros nesse início, é preciso ter uma organização mais simples para garantir que os impactos de eventuais escolhas indevidas sejam menores.

Tenha uma reserva financeira

Ao iniciar qualquer negócio, o recomendado é se organizar para, além do investimento para abrir a empresa, ter um capital financeiro que permita manter o estabelecimento funcionando durante os 2 anos iniciais. Se isso não for possível, o empréstimo deve ser uma das soluções analisadas.

Lembre-se de que isso aumenta os custos iniciais, uma vez que a empresa já terá que arcar com as parcelas para o pagamento da dívida. No entanto, se o dinheiro for bem aplicado, conforme previsto no plano de negócios, esse impulso pode ser determinante para o sucesso das atividades.

Conheça as vantagens do empréstimo

O empréstimo tomado pela empresa pode ter diferentes destinos. É importante conhecê-los, a fim de montar a melhor estratégia para o início e o desenvolvimento do negócio.

Empréstimo para capital de giro

O capital de giro é o montante financeiro destinado para as atividades diárias da empresa, aquelas operações que garantem o funcionamento do negócio. Uma das opções, nesse caso, é o empréstimo online.

O objetivo desse recurso é adquirir estoque, cobrir gastos administrativos, comprar matéria-prima, entre outros materiais que garantam a execução dos processos empresariais.

Empréstimo para investimento fixo

Nessa modalidade, o recurso é emprestado para que o empresário realize a modernização ou a expansão das atividades, como a compra de novas máquinas, instalações e utensílios.

Imagine que você vende bolos. Se a demanda cresce demais, o forno que você usa hoje para assar essas delícias passa a não dar mais conta do recado. Você precisa, portanto, adquirir um equipamento novo para produzir mais. Se não dispõe naquele momento de dinheiro para investir na compra de um novo forno, a solução é recorrer a um empréstimo. O que acontece na prática é que o investimento fixo no novo equipamento aumentará sua produção, de forma que, com o lucro, será possível quitar a dívida.

Empréstimo para investimento misto

Esse formato consiste basicamente no empréstimo de recursos para aquisição da matéria-prima necessária para atender o aumento da produção, causada por um investimento. Voltemos ao exemplo da produção de bolos. Se o empresário compra o forno com recursos próprios, pode ficar sem capital para adquirir os ingredientes.

Normalmente, há um prazo para o início do pagamento das parcelas para quitar o valor emprestado. Esse é um dos pontos que difere essa modalidade do empréstimo para capital de giro.

Antecipação de receita

Também conhecido como antecipação de recebíveis, nesse modelo de empréstimo, os valores que uma empresa tem a receber no futuro são antecipados. Cheques, cartões de crédito, promissórias: o empresário pode solicitar o adiantamento dos valores a fim de realizar investimentos ou incrementar o capital de giro.

Diferencie empréstimo pessoal e empresarial

Você precisa entender o quanto antes que existem diferenças significativas entre um empréstimo pessoal (para pessoa física) e pegar empréstimo para abrir uma empresa (para pessoa jurídica).

A primeira modalidade oferece as maiores taxas de juros existentes no mercado. Portanto, não é muito vantajosa para quem está abrindo uma empresa. Já o crédito corporativo apresenta diferentes opções, que variam conforme o mercado de atuação e a constituição jurídica do negócio.

A dica é pesquisar bem as diferentes possibilidades para escolher aquela que melhor se enquadre na sua atividade. Nesse processo fique sempre de olho nos juros cobrados e nas condições de pagamento oferecidas.

Decida se vale a pena

Em geral, o crédito é uma alternativa mais que válida para o empresário, desde que tomado com prudência e consciente dos riscos a que a abertura de um negócio está exposta.

O caminho mais seguro é sempre buscar informação e procurar aprimorar as habilidades gerenciais fundamentais para a administração de um empreendimento. O conhecimento técnico garante a base para uma tomada de decisão eficaz, diminuindo assim as chances de insucesso.

Ainda existem outros aspectos a serem considerados antes de chegar à melhor opção para a sua empresa. Confira!

Não cometa estes erros

Existem alguns equívocos bastante comuns entre empresários que precisam pegar empréstimo para abrir uma empresa. Elencamos os principais deles para que você não caia na mesma armadilha.

Não fazer simulações

A maioria das instituições permitem que o empresário realize uma simulação do empréstimo antes de contratar. Apesar de não apresentar os valores exatos que serão acordados, essa simulação é importante para programar as parcelas aproximadas. Esse também é um recurso interessante para projetar um planejamento financeiro e descobrir a capacidade de pagamento da empresa.

Negligenciar essa etapa pode colocar a empresa em risco, já que ela terá que assumir parcelas com as quais talvez não consiga arcar a longo prazo. Além disso, as simulações ajudam a comparar diferentes opções, observando as taxas, prazos de pagamentos e outros detalhes. Isso aumentará o seu poder de negociação.

Não adequar a solicitação ao seu porte

O grande problema em tomar empréstimos que não correspondem ao porte da empresa é que ela pode assumir, no início do negócio, uma dívida capaz de prejudicar sua saúde financeira. Assim, é imprescindível chegar ao menor valor necessário, com as taxas de juros mais adequadas e em um prazo não tão longo. Dessa forma, a empresa quitará o crédito o quanto antes.

Saber exatamente onde o dinheiro será investido é outra razão para alinhar o empréstimo às necessidades reais (e mais urgentes) do negócio. Isso é interessante para que o empresário não tente fazer investimentos complexos ou muito grandes logo de início, antes que o negócio tenha alcançado certa estabilidade no mercado.

Não planejar ou controlar as finanças

Para que a sua empresa consiga aproveitar o recurso do empréstimo da melhor maneira, é importante manter um planejamento financeiro atualizado. Ele ajudará, entre outros aspectos, a controlar quanto você poderá pagar mensalmente pelo empréstimo e a monitorar o desempenho da aplicação desse recurso. Por isso, não deixe de:

  • calcular as despesas médias do negócio;
  • realizar uma análise de mercado e da concorrência;
  • compreender a situação política e econômica atuais.

Esse contexto ajudará você a entender quais são as chances da empresa prosperar diante do cenário vivido. No fim, as possibilidades de sucesso são muito maiores do que simplesmente confiar que a gestão continuará em ordem.

Não checar os dados da empresa

Sabemos que a sua empresa depende de um recurso a ser injetado para que ela realmente dê seus primeiros passos. Nesse momento, é comum que a euforia tome conta e alguns detalhes acabem passando despercebidos. No entanto, não se esqueça de verificar todos os dados possíveis da instituição na qual você pretende tomar o empréstimo.

Seja em empréstimos online ou não, é preciso checar a procedência da empresa, principalmente se você quer evitar fraudes ou golpes. Além das consultas convencionais, como CNPJ, você pode contactar outros clientes que já fizeram uso dos serviços, a fim de descobrir mais informações sobre a confiabilidade da empresa e sobre o seu atendimento.

Não dar atenção ao contrato

Assim como os dados da empresa, o contrato de empréstimo é de suma importância para a segurança do seu negócio. Por isso, não deixe de ler atentamente cada parte dele. Isso serve para evitar erros e também impedir que a instituição aja de má-fé. Ali, estarão detalhados todos os dados acordados, desde os valores até os meios de cobrança da dívida.

É importante conferir todas as informações, como taxas de juros, prazos, parcelas etc. Não se esqueça de que tudo aquilo que estiver descrito no contrato poderá ser cobrado judicialmente.

Avalie a melhor opção de empréstimo

Os juros a serem pagos, o valor das parcelas e os prazos de pagamento podem interferir ao pegar empréstimo para abrir uma empresa. Por isso, é preciso saber como escolher a melhor opção.

Juros

Buscar pelos menores juros é uma atitude sensata de quem pretende solicitar um empréstimo. As taxas variam entre as instituições e, para comparar, é importante realizar simulações que se aproximem dos valores reais. Estudar atentamente as menores cobranças é essencial para chegar à melhor opção.

No entanto, essas taxas variam de acordo com os prazos e o valor das parcelas. Assim, em alguns casos, é possível que, mesmo os menores juros, deixem de ser atrativos em função das condições de pagamento.

Custo efetivo total (CET)

Diferente dos juros, o CET é um agregado de outros custos que estão envolvidos com o empréstimo e que nem sempre são levados em consideração. Trata-se das taxas relativas ao cadastro, seguros e impostos incidentes sobre a operação. Mesmo que não estejam explícitos, muitas vezes esses custos são repassados para você.

Todas as instituições financeiras estão obrigadas a divulgar essa taxa (CET), por uma resolução do Banco Central. Sendo assim, além de escolher a melhor taxa de juros, também é preciso considerar a instituição com o menor CET.

Parcelas

Assim como os juros cobrados, o valor da parcela também é importante. Para isso, a empresa deverá manter um controle financeiro eficiente, para projetar quanto terá disponível, mensalmente, para arcar com o parcelamento do crédito. Não adianta, por exemplo, uma instituição oferecer um juro baixíssimo, caso o prazo de pagamento seja muito curto. Desse modo, são grandes as chances da empresa não conseguir arcar com o pagamento e ficar inadimplente.

Prazos

O prazo de pagamento de um empréstimo é tão relevante quanto as taxas de juros cobradas e o valor das parcelas. Ele interfere diretamente no custo final e também afeta a lucratividade do negócio por um bom tempo. Quanto maior o prazo, maior a facilidade da sua empresa conseguir arcar com as parcelas, isso é fato.

Em contrapartida, o setor financeiro fica comprometido por um período muito maior, afinal, o pagamento das parcelas se arrastará por meses ou anos. Isso significa que, todo mês, essa fatia do pagamento do empréstimo “comerá” um pedaço do lucro da empresa, reduzindo a quantidade de recursos disponíveis para fazer novos investimentos, por exemplo.

Recolha os documentos necessários

Para pegar empréstimo para microempresas, é preciso reunir alguns documentos para apresentar a quem vai disponibilizar o dinheiro. Eles variam de acordo com a instituição, mas estão entre os comumente solicitados:

  • dados bancários da pessoa jurídica;
  • número de CNPJ;
  • comprovante de rendimentos (holerite, declaração do Imposto de Renda);
  • contrato social da empresa;
  • plano de negócios;
  • documentos pessoais do empresário.

Pegar empréstimo para abrir uma empresa é uma opção que deve ser analisada com cautela pelo empresário. Para aumentar as chances de sucesso, é muito importante elaborar o planejamento das atividades por meio de um plano de negócios, definir os objetivos e pesquisar as melhores opções de crédito disponíveis no mercado. Assim, você estará preparado para impulsionar sua empresa!

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