Como executar a gestão de riscos em pequenas empresas?

Gestão
Publicada em 15/05/2019 - Fonte: Serasa Empreendedor

Empresas estão inseridas em um mercado e, portanto, estão sempre sujeitas a fatores, positivos ou negativos, que influenciam suas operações, independentemente do seu porte ou segmento. Nesse caminho, cabe aos gestores entender como esses diferentes aspectos afetam seu negócio e traçar um plano ligado à gestão de riscos para evitar problemas.

Por isso, gerenciar os riscos de forma estratégia é tão saudável para os negócios. Isso garante que boas oportunidades serão aproveitadas, ao mesmo tempo em que o empreendimento se coloca em uma posição proativa em relação a possíveis ameaças.

Gerenciar riscos está longe de ser um tema exclusivo para grandes corporações. Isso significa que todo negócio, especialmente pequenas e médias empresas, precisam colocar essa pauta no topo das prioridades para conseguir crescer de forma sustentável e se estabelecer em um mercado tão acirrado.

Interessado em saber mais como funciona a gestão de riscos? Então, continue a leitura deste post, saiba mais sobre o tema e conheça algumas ações práticas para se planejar de forma efetiva. Acompanhe!

O que é gestão de riscos e por que ela é importante?

A gestão de riscos é ciclo de processos aplicado em uma empresa com o intuito de identificar possíveis ocorrências e oportunidades, isto é, qualquer tipo de acontecimento que possa afetar o negócio de alguma maneira. Riscos são recorrentes e inevitáveis, por isso que é tão importante ter uma visão estratégica deles.

Apontar, avaliar, classificar, monitorar e mitigar esses eventos são ações que compõem uma rotina obrigatória para todo o tipo de empresa. Afinal, para calcular os efeitos, sejam eles benéficos ou prejudiciais, de diferentes situações em um negócio, é necessário estar atento e preparado. Desse jeito, pequenas empresas conseguem, entre outros feitos:

  • evitar prejuízos financeiros;
  • otimizar recursos e melhorar processos;
  • eliminar falhas e, assim, reduzir custos e aumentar a eficiência operacional e a produtividade;
  • implementar uma política de mais controle e integração, o que faz com que os procedimentos sejam mais seguros e confiáveis;
  • reverter situações de perda e gerar mais lucros.

Como fazer um plano de gestão de riscos?

Assim como os seres vivos, empresas são organismos que sofrem influências internas e externas. Pequenas empresas, que estão dando seus primeiros passos para se estabelecer e ampliar sua atuação, são ainda mais vulneráveis a ocorrências e flutuações.

Portanto, adotar um programa de gestão de riscos é extremamente oportuno. Além dos benefícios, um fator positivo é que essas empresas possuem processos mais enxutos se comparados a instituições maiores, o que é um aspecto facilitador. Confira, então, 4 atitudes práticas e simples para implantar um plano de gestão de riscos:

Examine e classifique os riscos

Primeiramente, deve-se fazer um levantamento dos riscos e um diagnóstico completo da situação da empresa. Para conhecer e medir essas influências, uma ferramenta amplamente usada é a matriz SWOT — sigla em inglês para Strengths e Weaknesses (forças e fraquezas) e Opportunities e Threats (oportunidades e ameaças).

A grande vantagem da análise SWOT é poder identificar os diferentes aspectos os quais uma empresa está sujeita, tanto os internos (finanças, processos, colaboradores, conformidade, etc.) como os externos (questões ambientais, concorrência, crises econômicas, conflitos sociais, juros, grau de liquidez, etc.).

Um mapeamento desses quatro elementos é um ponto de partida para que o gestor comece e conhecer mais profundamente seu empreendimento e seus objetivos para começar a desenhar um plano estratégico para saber como agir e proteger seu negócio.

Faça análise de concorrência

A concorrência é um fator externo muito relevante que precisa ser avaliado, tanto que o benchmarking é conhecido como uma ótima ferramenta de gestão. Assim, o benchmarking é um processo de comparação no qual um empreendimento busca saber mais sobre seus competidores a fim de se informar sobre boas práticas não para copiá-los, mas sim entender como aprimorar seu trabalho e exceder as expectativas do mercado.

Desse jeito, a análise da concorrência ajuda o gestor a entender o cenário do mercado e de seu nicho, como sua empresa está posicionada e os desafios por meio da observação de outros negócios do mesmo nível. Assim, é mais fácil saber como melhorar e garantir uma vantagem competitiva.

Para isso, use ferramentas de buscas para descobrir quem são seus concorrentes, ou seja, quais são as empresas que oferecem produtos ou serviços iguais ou muito semelhantes aos seus. Veja como eles promovem sua marca, investindo mais em mídia online — sites, redes sociais, etc — ou offline.

Mapeie o mercado recorrentemente

A pesquisa de mercado é um estudo que mostra tendências, perspectivas de venda, comportamento do consumidor, média de preços, entre outros pontos importantes para que um negócio faça sua gestão de riscos externa. Levando em conta que toda empresa está inserida em um nicho, é extremamente importante saber o máximo possível sobre:

  • perfil e demanda de clientes;
  • como os concorrentes atuam no mercado e qual é sua relevância;
  • reputação e serviço prestado por fornecedores.

Mapear o mercado é possível com o auxílio de ferramentas de pesquisa, muitas gratuitas, como o Google Forms, que podem ser elaboradas pelo próprio empresário e distribuídas para um determinado público-alvo.

Analise o score de crédito dos clientes

Uma iniciativa muito interessante para conter riscos, sobretudo aqueles relacionados às finanças, é a avaliação do score de crédito dos seus clientes.

O score de crédito é um índice que define o quão seguro é fechar negócios com um determinado cliente. Ele é composto por uma matriz definido por uma pontuação. Quanto mais baixa ela for, maior o risco para a empresa de conceder operações como parcelamentos, crédito ou empréstimos para um usuário. Inclusive, esse método é amplamente usado no mercado para reforçar a segurança das transações e evitar um grande problema para a saúde financeira de uma empresa: a inadimplência.

São inúmeros os acontecimentos que podem causar impactos no andamento do seu negócio. Por esse motivo, a gestão de riscos é um dos elementos centrais de uma administração inteligente, inclusive das PMEs.

Gestores preparados não ficam simplesmente aguardando problemas acontecerem: eles examinam continuamente os ambientes internos e externos para identificar possíveis desvios e oportunidades, agir rápido e tomar decisões mais efetivas. Portanto, assuma uma postura proativa e esteja sempre atendo para saber tanto como proteger e potencializar seu negócio.

Agora que você sabe como funciona a gestão de riscos, que tal aprender mais sobre gestão estratégica? Saiba tudo da teoria a prática com nosso post

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